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Santos define alvo e formaliza proposta para Renato Gaúcho



O Santos formalizou uma proposta ao técnico Renato Portaluppi, que deixou o Grêmio no último dia 15. Renato é avaliado como o principal nome disponível no mercado pelo Comitê Gestor do clube. A PLACAR apurou que a negociação foi conduzida pelo presidente Andrés Rueda diretamente com o empresário do treinador, Gerson Oldenburg, o Gauchinho. Internamente, o perfil de um treinador "medalhão" é visto como ideal para o momento.

A exemplo do que foi feito com Ariel Holan, para seduzir o treinador a proposta do Santos envolve um contrato longo, até o fim da gestão de Rueda, em dezembro de 2023, e projeções para que Renato possa aumentar ganhos, de acordo com metas atingidas.

Holan chegou ao clube acompanhado de dois auxiliares, Victor Bernay e Matías Cammareri. O pacote do argentino custava ao Santos cerca de R$ 600 mil mensais. Assim que anunciado, o presidente do Santos afirmou que o argentino, demitido com apenas 63 dias e 12 jogos do comando do clube, se "adequou à questão financeira do clube".

Renato recebia no Grêmio cerca de R$ 700 mil mensais, mas o acordo envolvia uma série de gatilhos e premiações por objetivos alcançados. Após renovar contrato, em meio as finais da Copa do Brasil, perdida para o Palmeiras, em março, o treinador disse que quase aceitou uma proposta do Atlético-MG para dobrar seus vencimentos. O clube acabou anunciando Cuca, que treinou o Santos na última Libertadores.

"Se for pensar em termo de dinheiro, sem dúvida a proposta do Atlético era muito melhor. Como não é isso (o dinheiro) que me prende aqui, eu vou continuar mais uma temporada”, disse Renato à época, em entrevista à Rádio Grenal.


Treinador conquistou sete títulos na última passagem pelo Grêmio –Lucas Uebel/Grêmio FBPA

“Eu fui procurado, sim, pelo Atlético, mas tinha dado a minha palavra ao presidente Romildo. Eu falei para as pessoas do Atlético que, antes de tomar qualquer tipo de decisão, eu ia falar com o presidente”, acrescentou.

Renato está no Rio de Janeiro e ainda não deu prazo para uma resposta definitiva ao clube. Ele só conta com o auxiliar Alexandre Mendes em sua comissão. Internamente, o Santos avalia como difícil o aceite do treinador e, também, trabalha com outras possibilidades. O nome de Luiz Felipe Scolari, que deixou o Cruzeiro em janeiro, também agrada e foi procurado.

Outros nomes como os de Dorival Júnior, Fernando Diniz e Lisca foram sugeridos, mas perderam força pelo entendimento de que o clube precisa de um nome mais experiente para o momento. Cogitado antes de Holan, Lisca, atualmente no América-MG, sofreu com rejeição de santistas nas redes sociais, assim como Tiago Nunes, atualmente no Grêmio.

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Holan sofria pressão pela ausência de resultados. O clube perdeu os últimos quatro jogos consecutivos e se complicou ainda no início da fase de grupos da Copa Libertadores da América, após perder na estreia para o Barcelona de Guayaquil, do Equador, e para o Boca Juniors, na Argentina, na última terça-feira, 27.

Dois dias depois, após perder para os equatorianos, na Vila Belmiro, os muros da Vila Belmiro amanheceram pichados com os dizeres: "acabou a paz", "tetra é obrigação", "time pipoqueiro" e "vergonha".

Para Holan, a pressão chegou ao limite com a derrota por 2 a 0 no clássico contra o Corinthians, no último domingo, quando foi alvo de protestos e foguetórios durante a madrugada, em frente a sua casa.

Desde o dia de sua demissão, o clube confirmou que tem uma lista com potenciais substitutos, mas, também, explicou que há possibilidade de apostar na permanência da comissão técnica fixa, encabeçada pelo auxiliar Marcelo Fernandes. O perfil, segundo o presidente, será o mesmo:

um treinador que goste de jogar com a base, que jogue para frente e que agregue tecnologia

.

Pesa contrária a vinda de Renato a grave situação financeira atravessada pelo Santos, que mesmo após a negociação de Soteldo para o Toronto FC, que põe fim ao transfer ban (punição imposta pela Fifa que impedia o clube de contratar), ainda tem cautela pela busca por reforços, sem promessas de contratações de impacto.

Maior ídolo da história do Grêmio por sua trajetória tanto como atleta quanto como técnico, Renato conquistou sete títulos na última passagem pelo clube: a Copa do Brasil de 2016, Copa Libertadores de 2017, Recopa Sul-Americana de 2018, além de três campeonatos estaduais, em 2018, 2019 e 2020, e uma Recopa Gaúcha.

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