ENTRETENIMENTO

Bomba de Hiroshima completa 75 anos e ameaça nuclear ainda assombra





Esta quinta-feira, 5 de agosto, marca os 75 anos de um dos atos mais brutais da história da humanidade: a explosão da primeira bomba atômica do mundo, determinada pelo governo dos Estados Unidos sobre a cidade de Hiroshima, no Japão, seguida de outra detonação três dias depois de outra bomba em Nagasaki, vaporizando vidas, construções e um pouco da dignidade humana.

A cidade foi arrasada e cerca de 40% dos seus 350 mil habitantes morreram, metade deles incinerados instantaneamente. O ataque aconteceu às 8h15 do dia 6 de agosto de 1945, e marcou uma nova forma com a qual as guerras passariam a ser pensadas pelas grandes potências desde então.

Hiroshima, harmonia e beleza


Hiroshima antes da bomba (Fonte: U. S. National Archives/Reprodução)

Nomeada a partir da confluência de duas palavras, hiroshi que significa

aquele que tem harmonia e beleza em torno de si

e shima, ilhas, Hiroshima talvez tenha recebido esse nome em virtude do Ota-gawa, rio que banha a cidade, dividi-la em pequenas "ilhas" formadas pelos seus seis canais.

Após a queda da Little Boy (Garotinho), nome irônica ou perversamente atribuído à bomba, os escombros e o metal contorcido das construções se espalharam por uma paisagem desolada e sem vida. Postes sem fios e árvores sem folhas se juntaram a alguns edifícios sem janelas que teimosamente permaneceram de pé.

A celebração


Celebração do 74º aniversário do bombardeio (Fonte: Asahi Shimbun/Getty Images - Reprodução)

O governo do Japão já anunciou que irá celebrar o 75º aniversário do bombardeio das duas cidades de forma discreta neste ano devido à pandemia da covid-19, com uma quantidade menor de assentos e mensagens de autoridades transmitidas por vídeo.

No ano passado, o primeiro-ministro Shinzo Abe e os prefeitos das cidades participaram das celebrações anuais com homenagens aos mortos e promessas renovadas por um planeta livre de armas nucleares. Como acontece anualmente, os sinos tocaram e um minuto de silêncio foi observado no exato momento em que as bombas apagaram as duas cidades.

A comemoração é realizada debaixo da estrutura de um domo de ferro destruído de um antigo centro de exposições, hoje conhecido como Domo da Bomba Atômica. Em torno do local, ainda são visíveis os resquícios da destruição. Sobretudo, é impressionante reparar no rastro do horror atômico em contraste com a beleza reconstruída pela resiliência dos japoneses.

Uma nova maneira de ver a guerra

Quando se analisam os mortos nos dois ataques a bomba no Japão, o que se percebe é que apenas 10% daquelas pessoas eram militares — quase todos de Hiroshima, onde funcionava uma fábrica de munições localizada fora da cidade.




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